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Distribuição equitativa da rede de transporte de média e alta capacidade é o tema do quarto Boletim MobiliDADOS em foco

Apesar de constituir um importante ativo para as cidades, a infraestrutura de transporte de média e alta capacidade – como trens, metrôs, VLTs, BRTs e barcas – não acompanha o ritmo de crescimento da população e o espraiamento das cidades brasileiras. No Brasil, a maioria da população mora longe das estações, o ritmo de investimento no setor é lento e a falta de integração com os modos ativos é uma realidade. 

Esse contexto afeita diretamente o dia a dia das pessoas, que têm dificuldades e enfrentam longos deslocamentos para acessar oportunidades de emprego, educação e saúde. Na região metropolitana do Rio de Janeiro, por exemplo, apenas 30% da população reside próxima de uma estação e este é o melhor desempenho mapeado no país. ​

A situação é ainda mais delicada para mulheres, pessoas negras e de baixa renda. Na região metropolitana de Belo Horizonte, apenas 11% das mulheres negras vivem perto de uma estação de transporte de média e alta capacidade e somente 8% da população que recebe até dois salários mínimos encontra-se próxima dessas estações.

No Boletim, o ITDP Brasil apresenta ações que exemplificam as possibilidades para melhorar o potencial da rede de transportes. Utilizar evidências, facilitar a integração, incentivar o entorno das estações e melhorar as condições para o acesso são fatores que podem contribuir. 

Dessa forma, a quarta edição do Boletim MobiliDADOS em foco propõe uma reflexão sobre os desafios para melhorar as redes de transporte público e apresenta dados e indicadores que permitem maior compreensão sobre a importância dos corredores presentes nas cidades. ​

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